quinta-feira, 17 de junho de 2010

Curiosidades

Olá, amigos!

Estamos chegando à reta final. No próximo mês teremos o lançamento do livro, provavelmente durante a segunda quinzena do mês de julho. Meu estado de ansiedade está no máximo, rsrsrs. Para não pensar muito nisto, mudei o design do blog! O que vocês acharam? Por sinal, o blog está com uma freqüência de visitas fantástica. Para quem começou do zero, e sendo um ilustre desconhecido, o resultado de divulgação do livro extrapolou minhas mais otimistas expectativas. Vejam que estou divulgando um produto que ainda não existe fisicamente, porém consegui, com este blog somado a sites de relacionamentos, um resultado bastante satisfatório de divulgação. Tenho recebido visitas do Brasil todo e até do exterior, como EUA, Japão e Portugal.

Com o lançamento do livro propriamente dito, teremos inúmeras promoções (sorteios) que farei com meus parceiros. Aguardem...

Hoje, fuçando meus antigos escritos, achei algo interessante. Lá estava um texto redigido em 2005 (Um ano antes de começar a escrever A Essência do Dragão: Ressurreição). Este texto foi a primeira tentativa de redigir o inicio do livro que um ano depois seria começado. Ri ao observar como há uma relação de ambivalência entre os dois, ou seja, o texto em sua essência guarda relação com o que surgiu um ano depois e ao mesmo tempo é totalmente diferente. Meio complicado? Talvez, mas há algo de curioso. Como o exercício de escrever um livro toma caminhos não imaginados no início de sua concepção.

Portanto eis que apresento o texto original que deu origem ao livro. Apresentarei na integra, sem preparos, correções gramaticais ou ortográficas. Não se assustem se acharem difícil, chato ou mal redigido. Foi algo feito com rapidez e descuido em uma hora, no máximo. Os personagens têm nomes diferentes dos que usei depois no livro e este texto está totalmente incompleto, sem fim ou desenvolvimento. Boa leitura, se for possível. (comparem com o primeiro capítulo)

Para terminar, na próxima semana, postarei aqui outra relíquia pessoal. Minha primeira tentativa de redigir alguma coisa que não fosse um texto acadêmico, entre 2003 e 2004. Foi libertador!

Vejam como surge um livro...

Capítulo 0:



Há aproximadamente 3000 anos atrás, no Norte da Ásia Oriental...


Dias difíceis eram aqueles para os Hiush Sanah . Mal se completavam dois meses do último ataque e seu reduzido grupo foi atacado por hordas de estrangeiros novamente. Esta situação não se sustentava mais. A comunidade já reduzida não suportava suas perdas, materiais e de seus entes queridos. “O grupo corria perigo”, assim dizia o líder dos Hiush Sahah. Uma solução teria que ser arranjada de qualquer maneira, ou a continuidade do grupo estaria por um fio, passível de extinção, e a cultura ancestral, que por mais de cem gerações haviam passado para seus descendentes, desapareceria com eles. Deviam sobreviver, afinal há uma dívida com seus ancestrais e um compromisso com seus futuros descendentes. Sua língua, uma das mais bem elaboradas e complexas da região, fazia com que a comunicação e a construção de relações com os vizinhos ficassem extremamente reduzidas. Os Hiush Sanah são um povo extremamente rígido no que se refere a sua cultura. Por isso estão isolados dos outros grupos que os cercam. Apesar desta provisória desvantagem aprenderão mais uma vez as vantagens do contato estrangeiro. Mas são tempos difíceis e sua permanência como grupo dependerá exclusivamente de sua capacidade de se adaptar nesta nova situação. O engraçado nesta história toda é a alternância de contato pacífico e hostil que este povo possui em sua jornada. Apesar do contato harmônico com outros povos tenham existido no passado, as misturas foram mínimas. Pouco mudou em seus hábitos por um longo período. Mas até agora este modo de vida foi bastante eficiente. E esta eficiência teve reflexos em sua economia. Talvez por serem bem sucedidos até agora, despertaram a cobiça de outros povos e de bandoleiros ávidos por riquezas. Não importa o passado, afinal o presente, naquele momento, apresentava-se terrível. Decisões rápidas poderiam amenizar, no mínimo, o flagelo que assolava aquela gente.

O líder Sui Sanah decidiu que já era o tempo de abandonar suas terras e procurar abrigo em outro lugar. Afinal seus ancestrais já fizeram isto por muito tempo e a volta de antigos hábitos não seriam de todo ruins. Os tempos e as situações vividas por eles não permitiam uma diversidade tão ampla de escolhas. Por isso, com três homens cada, duas patrulhas foram formadas para procurar um lugar melhor e bem mais protegido, onde pudessem estabelecer moradia e restabelecer sua economia. Lie, Zag e Thie foram para o Leste e Chi, Hon e Zueng foram para Oeste. A despedida dos grupos foram em clima de esperança misturada com grandes preocupações. Mal sabiam naquele momento que os que se dirigiram para Oeste resolveriam este problema e trariam algo nem um pouco esperado, mas que mudaria a vida daquela população para sempre.

Um mês se passou. Zueng, Chi e Hon estavam acampados para passar a noite. Zueng, o mais velho e pai de Hon, de apenas 12 anos, trazia o produto de uma caçada no mínimo boa. Nesta empreitada, Zuang havia encontrado um lugar bastante interessante. Enquanto o fogo aquecia-os e cozinhava seu alimento para aquele duro dia, Zuang falava de sua descoberta:

- Hoje a tarde estive num lugar que poderemos trazer nosso povo, porém a noite estava próxima e resolvi voltar antes de explora-lo melhor. Amanhã vamos todos verificar e estabelecer se é uma boa alternativa ou não.

- Espero que seja boa, pois não agüento mais procurar e não achar nada – dizia o esfomeado Chi, enquanto comia sua carne ainda mal cozida.


Capítulo 1.


Chuva! Chuva! Chuva! Parecia a personificação de uma passagem bíblica. A chuva caia sem parar, formando estranhas curvas ao sabor dos ventos. Naquele porto específico de Hong Kong, um barco especial com um curioso símbolo aportou na manhã anterior. Como se a burocracia não existisse para ele, o barco, logo na manhã seguinte, colocou-se em prontidão para zarpar a qualquer momento. Pelo menos até sua misteriosa carga chegar. Estamos no ano de 1998. O ano em que a China retomaria o controle desta cidade Estado. Os anos de intervenção inglesa tinham dado a esta região a liberdade necessária para seus moradores e proteção a mistérios conhecidos por poucos. Os preparativos para o embarque deste tinha seu ponto limite naquele ano, afinal, não poderiam manter seus segredos por mais tempo.


4 comentários:

MARCINHOW disse...

Gostei muito da cara nova do blog, tem mais a ver com o tema! E de fato, mudou bastante, mas a essência do texto é a mesma!
Estou muito feliz por ser parceiro, e por poder participar do sucesso desta obra, que com certeza vai fazer um sucessão pelo Brasil a fora.

Andres Carreiro Fumega disse...

Olá, Márcio!
Estamos juntos nesta jornada!
Obrigado pelo incentivo!
Abração!

itto disse...

É também gostei do novo layout do blog,e não me canso de dizer e você Andres, espero que não canse de ouvir,que estou doido pra ler seu livro,cada atualização aqui do blog me deixa mais curioso.É perceptível mesmo que o texto mudou,dá pra notar a diferença.Mas como você disse estava começando.Eu também já tentei escrever algo sobre ficção.Começei com um pequeno conto sobre extraterrestre.rsrs
Ah como queria que tivesse o lançamento do livro aqui no Pará,mas acho meio difícil não é?!
Bom, como sempre desejo a você muita sorte e fiquei feliz em saber que você recebeu até contato fora do Brasil!!! Parabéns mesmo,o 1°capítulo do seu livro é digno de elogios.
E pena que não vou poder participar da 1° promoção do livro,visto que não tenho orkut,mas vou esperar outras,se é que num vou comprar antes de tanta curiosidade que estou!!
Mas mesmo que eu compre numa loja,eu gostaria de mandar pra você,pra voltar pra minhas mãos autografado.Será que isso é possível?!
Espero que sim,depois volto aqui no blog pra saber sua resposta.
Abraços!!

Andres Carreiro Fumega disse...

Olá, Ítalo!
Aguarde, pois assim que se confirmar a data certa do lançamento e o livro estiver saindo da gráfica, teremos inúmeras promoções que você poderá participar certamente. Obrigado pelos elogios e não me canso de ouvir pois é isso que dá energia ao escritor, hehehehe! Sobre o autógrafo, na época a gente vê a melhor alternativa. O lançamento será para o Brasil todo, contudo sabe como é, autor iniciante não tem a distribuição de um já conhecido.
Obrigado pela visita!
Abração!