O Autor

Algumas influências:

Em vez de colocar um currículo batido sobre a minha desinteressante vida, prefiro expor o que mais ajudaria meus futuros leitores, ou seja, minhas influências para escrever o livro A Essência do Dragão: Ressurreição. Com isso, obviamente, ficarão sabendo mais de minha pessoa do que com informações secas como onde estudei ou no que trabalhei poderiam fornecer.
Minha entrada na literatura como leitor, confesso, foi tardia. Não posso encher os ouvidos de meus leitores com histórias que remetem a uma criancinha de cinco anos lendo William Shakespeare ou situação semelhante. Não, de maneira alguma! Lá pelos meus onze anos, por imposição de uma professora de português, mesma professora que me reprovaria por 0,4 pontos no fim da antiga quinta série, comecei a ler aqueles livrinhos da coleção vaga-lume, coleção esta famosa em minha geração. Acho que o mais significativo, e este livro não pertencia a esta coleção, foi um livro do Moacyr Scliar, chamado O Tio que Flutuava. Contudo, esta experiência não conseguiu me tornar um leitor assíduo, não pela qualidade das obras, mas pela imposição daquela “ditadora” em forma de professora.

Apesar de ter este estímulo (ou desestímulo), o leitor interior ficou adormecido por uns três anos. Naquela época, início dos anos 90, com quatorze anos descobri um escritor que falava de influências alienígenas e história pré-colombiana. Este, como muitos de vocês já devem desconfiar, era Erich Von Däniken com o seu Best-seller Eram os Deuses Astronautas? Imagine um rapazinho de quatorze anos, que mal começara a vida, lendo aquilo: fui influenciado imediatamente pela ideia. Com a maturidade dos anos vindouros e com uma maior carga de leitura, hoje tenho bons momentos engraçadíssimos quando lembro daquela época e de minhas crenças alimentadas pelo Sr. Däniken. Mas, sem levar em conta opiniões ou qualidades daquela obra, o importante disto foi a iniciação de um novo leitor. Com os anos, tornei-me um leitor eclético. Derrubei vários preconceitos e li de autores consagrados da literatura mundial, como Dostoiévski, Kafka, Machado de Assis ou James Joyce, passando por livros do momento como Harry Potter ou O Código Da Vinci. Obviamente o meu leque de leitura é muito mais amplo do que os autores ou livros citados.

Nas histórias em quadrinho, quando criança, folheava muitas revistas da Disney. Tio Patinhas e Pato Donald estavam presentes em meu imaginário infantil. Quando adolescente, era comprador assíduo da Revista Mad. Sérgio Aragonés, Ota e companhia aprimoraram, de certa maneira, meu humor ácido. Depois de muitos anos, tive contato com as linhas Vertigo e Wildstorm. A partir deste momento me atualizei com o que havia de melhor nas HQs ditas adultas.

O cinema tem um capítulo importante em minha formação imaginativa. Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que vi Guerra nas Estrelas. Foi à noite, em 1984, na extinta TV Manchete (canal 6 na época) e aquilo mudou minha concepção do que era cinema. Não tive sossego enquanto não vi O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi, anos depois, pela TV mesmo (na época não tive acesso a um vídeocassete). Depois vieram inúmeros filmes; dos Blockbusters americanos, os filmes do Tarantino, o cinema de arte principalmente Ingmar Bergman e Federico Fellini, toda esta carga cinéfila ajudou a formar visualmente minha imaginação.

Sou de uma geração que se entupiu de televisão. Thundercats, He-Man, Galaxy Rangers, Pica-pau, os Trapalhões, filmes da sessão da tarde, etc. tudo isto deixou resquícios em mim. Sou um típico rapaz latino-americano que passou a infância nos anos 80. Hoje em dia tudo isto é tema de festinhas saudosistas; C’est la vie, como dizem os franceses.

Depois desta breve biografia mental, tentarei analisar cada momento destes isoladamente, e com mais profundidade num futuro próximo. Portanto fica aqui um pouco deste autor iniciante, mais um brasileiro na batalha para derrubar tabus e conquistar um lugar ao sol.

O Autor:

Andrés Carreiro Fumega nasceu no Rio de Janeiro no verão de 1977 e reside até hoje nesta cidade. Desde criança era fascinado por tudo que se referia à ciência e à imaginação. Por algum motivo perdido no tempo e no espaço, sempre foi fascinado pela figura mitológica dos dragões. Na adolescência começou a desbravar o mundo da literatura e suas diversas possibilidades. Estudou Física e História na UFRJ, mas foi no ofício de escritor que encontrou sua verdadeira realização. Utilizando-se dos conhecimentos adquiridos durante a juventude e a universidade, concebeu o livro A Essência do Dragão: Ressurreição. Hoje, dedica todo o seu tempo disponível para escrever a continuação da saga dos dragões.